marthandgeorge

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não há originalidade

no repetir que te amo não há fática necessidade de testar qualquer canal,

mas sim mantra que quer menos me convencer do que te envolver,

amar sem ser notado

desatenção

eu queria relaxar, sabe? mas eu não me descuido… eu nunca deixo de estar alerta, eu não me distraio

trecho significativo

eu me fecho em concha e, hermético, me transformo numa metralhadora, mas você não percebe pq não me ouve, só me lê. eu cedo,

nervoso / da obviedade

cansaço?
não, é mais embaixo,
sabe?
aqui atrás das
costelas verdadeiras

depósito

eu só me conheço depois das horas não dormidas: é no período após as horas em que a cama vira palco, um pouco durante também, que eu me pego, flaubertianamente [“Podemos nos tornar cada vez mais aquilo que almejamos” ou algo assim], sendo o que mais quero ser

tateando o teclado num estilo que já me sai natural – exoesqueleto – diante do resultado positivo de um meu desejo que pra alguém foi maldição

fogo em 3 sílabas

erotizando um absurdo

Reação

vc tateia o teclado qndo escreve? tateia? se é um teclado de desktop e vc lê algo q mexe com vc uma resposta q te pedem e vc enche a mão pra se apropriar de todas as letras como se, na verdade, fosse o braço da pessoa q vc deseja ou tem que responder? e, nisso, pensa q as palavras na tela são os olhos dessa pessoa e q, de alguma forma, criando essa sensação vc se faz mais verdadeiro consigo mesmo?

Criar uma

literatura particular, cuja única função seja presentear uma única vez com o instante único da leitura um leitor, cujo corpo já se prova, sabor se sabe.

Do desejo

Ando querendo perder esse medo tolo de encontrar o rabo do desejo que — [ele] me perseguindo — persigo.

E/OU

Na minha edição crítica póstuma, vou querer as variantes do 1º verso do trabalho abaixo. E/OU é uma decisão pra outras vidas.